Thursday, January 14, 2010


EXPOSIÇÃO DE PINTURA E TÉCNICA MISTA
Daniela Rocha|Miguel Baganha

Inauguração: 21 de Janeiro de 2010
CASUAL LOUNGE CAFFÉ, pelas 19:00


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MEIOS E MODOS NA ABERTUR
A ARTÍSTICA

A pintura, arte hegemónica durante muitos séculos, foi sacudida no século XX pelo advento da fotografia, começando assim um dos mais apocalípticos processos de transformação da sua natureza e projecto. Não foi preciso muito tempo para se perceber que o antagonismo entre esses dois géneros de expressão tinha tudo para tocar o seu supremo efeito como o contrário: tanto a pintura como a fotografia, apesar das suas diferenças, partilhavam de um processo de semelhanças, ambas podiam registar aparências do vísivel, dialogando com a realidade e o que se esconde atrás dela, transformando-a em ordem a novos conteúdos, transformando-se em relação a si mesmas, pelos meios próprios e por renovados princípios e autonomia, no interior da revolução do pensamento artístico. De forma abreviada, devemos inclusivamente acentuar que o divórcio inicial acabou por se tornar transversal aos dois uiniversos, sobretudo nos pontos em que a sua semelhança era mais impressiva, quer na representação mimética ou transfigurada do real, quer na própria osmose dos dois meios, através de tecnologias modernas e técnicas do fazer contemporâneo.

A história de tal metamorfose tem grande importância para a compreensão, inclusive, dos avanços civilizacionais (entre outros, de comunicação) no espaço das nossas idiossincrasias ou rasgões de alegria iluminada. E esses aspectos, que têm sido abordados por grandes pensadores do nosso tempo, que envolveram mais tratos de comparação entre todas as artes, do cinema ao teatro, dos caminhos performativos dentro ou fora do espaço tridimensional, deveriam merecer maior atenção crítica, de aprofundamento, pela parte dos próprios autores e estetas. Porque não importa tanto desfazer alguns equívocos de proximidade e mistura; trata-se, antes, de expandir o actual e bem fundado sentido de abertura, porque nenhum material é mais valioso do que o outro, porque se podem geminar, nem a tela com óleo nem o papel com aguarela se separam (ou escolhem) de acordo com a sua natureza básica; escolhem-se, isso sim, pela qualidade dos conteúdos plásticos e estéticos.









Como no caso d
a presente exposição, ao mesmo tempo experimental e consagrada pelas descobertas que propõe. Nem a pintura ignora matrizes texturais de raíz fotográfica, nem a fotografia o é só por si, autónoma e institucional, pois se enlaça na pintura de cunho geométrico e construtivista, convocando outros tempos de imagem para a sua forma em cada, misturando elementos e memórias urbanas, relacionando o fantástico com o sonho, além da dinâmica deste, no modo de formar em cinema, entre o imensurável, o murmurar da brisa e a dinâmica da consciência humana.
Miguel Baganha, corroborando as belíssimas foto-pictóricas de Daniela Rocha, envereda pelos caminhos da mesma aprendizagem da hibridez no século XX. É como se fizesse deslizar uma janela (cortada) sobre determinada composição geral, criando sucessivos enquadramentos e diferenças de escala, um pouco como se nos dissesse o que a prótese da teleobjectiva também realiza: e assim, o que era resto de paisagem urbana, passa ao domínio do fragmento, de novos conteúdos e novas indicações sobre as coisas, sobre a construção recuperada, sobre bocados de um mundo que se esvazia.
Daniela Rocha, com bases fotográficas fragmentárias, ultrapassa o mero domínio da representação sequenciando parte e movimentos de um todo pressentido, por vezes acordado, quase sempre entrosado por cortes ou ligações que reabrem o sentido das coisas e do mundo que elas lembram. O close-up sobre os olhos de uma boneca, ao mesmo tempo mortos e vivos, sonham assim o que atravessa a nossa consciência, a nossa mente, um imaginário feito de diluídos sobressaltos, um vento nas àrvores, uma referência breve (acantonada em baixo) à representação clássica, embora já tocada pelo efeito do sonho e do fantástico. " A Queda", série baseada em módulos cúbicos, atapetados de fungos ou pequenos fósseis do princípio dos tempos, propõe o decurso de minutos ou séculos pelo desprendimento cadenciado das peças. Este projecto, e este tipo de objectos, refaz-se porventura com maior saber, em "Corpo e Sonho", em "Olhos na Tempestade". Mas o avanço de Daniela no campo exemplificado torna-se, de cada vez e rapidamente, mais profundo: "Memória Encoberta" confronta-nos com rêctangulos alinhados e integrantes de imagens que se intemporalizam, sombras e muros de colonizações sem nome, a mulher reinventada dos anos 30 ou a estátua grega assim trajando, além de um olhar, animal ou humano, que vem a seguir e do qual se desprende a extrema melancolia diante dos genocídios contemporâneos. E a própria face de "Criança e Mantos" nos fala do mesmo destino, a máscara da inocência entre muitos frames das rendas com que sonhamos, mantos de terra, o holocausto sempre, passagens estreitas, a carta que encerra parte das nossas catástrofes e nos faz pressentir uma lágrima na face impensável, lágrima seca, tudo a presumir um futuro álbum de família, páginas e páginas passadas, quando a ressonância dos ecos houver terminado.

Rocha de Sousa
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"Horizontes Transitivos"
Miguel Baganha, acrílico s/ tela | 2009
145 X 90 cm

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"Criança e Mantos"

Daniela Rocha, técnica mista | 2008
60 X 50 cm

Thursday, January 07, 2010


QUARTA-FEIRA,
UMA INCERTA MANHÃ

Vê-se logo que estamos em Janeiro... - disse alguém. Contudo já não chove. No rosto das pessoas há ainda uma certa ausência manifestada na humidade brilhante das calçadas.

- Poeta, espera...
Que dia é hoje?

" Não sei... "

- Onde vais?...


















" Vou ao encontro da poesia...
Aquilo que é belo
Exige a minha presença. "













- Enganas-te!...
A beleza não reclama coisa alguma,
Somente o artista a procura afincadamente.

(Um tema: "SOFT AS IN A MORNING RISING SUN"
- Versão de: Kenny Barron /Regina Carter)

Bom Ano Novo!

Re-edição do autor

Pain-Killer

Thursday, December 17, 2009


EXISTÊNCIA DUVIDOSA


Em  geral, pensamos que a reflexão nos leva à conclusão. Para mim e na maior parte dos casos, ela só potencia dúvidas maiores. Senão, reparemos na seguinte expressão: o Homem faz! Ora, isto é um engano, porque na verdade, nada fazemos como coisa realmente nossa. Neste sentido, a melhor palavra para definir o Homem, seria intermediário. Fazer pressupõe à letra "iniciativa própria", coisa individual que se manifesta por si mesma; e uma vez que o Homem é determinado pelo exterior, terá de se criar um termo adequado que explique inequivocamente o que de forma ilusória ele parece fazer.

"Nessa panorâmica,

Não é correcto dizer-se
O Homem faz?..."















- Não!...
Devo esclarecer-te:
A partir do momento

Em que tudo lhe é exterior,

Inclusive ele mesmo,
Sou obrigado a concluir
Que não existe como tal,

Que não se pertence,
Que não é livre!...














Direi mais:
Não é,
Uma vez que não passa

De um número ilimitado de
associações.

"Como é isso possível?"

- Essa pergunta está fora de propósito.
Continuemos:

Para ser livre,

Teria de ser algo isolado.

E que não defendesse nunca
Coisa alguma!...














"Queres tu dizer
Que o Homem não existe?"


- Existirá somente
Como coisa que se recorda,

Que não se vê...




















"Como coisa
Que nada é em si?"


- Exacto.

E, uma vez vez que nada é,

Este "em si" está a mais!...

Portanto:
O Homem só é autêntico
Historicamente.
Ter-me-ás compreendido?...




















"O suficiente,
O necessário

Naquilo que é terrivelmente prático."

O poeta tem razão... cada um sabe unicamente o necessário, de acordo com a sua capacidade. Ninguém sabe de mais porque ninguém sabe de menos.


- Gostei francamente da tua resposta!...

Conseguiste vir mais para cà

Daquilo que compreendeste.



















Direi mais ainda:
Viste em ti de forma impessoal...
Creio que começas a parecer-te comigo.


"Depois disto tudo,

Não posso deixar de perguntar..."

















- O quê?

"Então, e o
homem da rua?
O homem do quotidiano?..."


Esse, não passará nunca de um animal que pensa. E que sabe que pensa. Enfim, o mais gigantesco de todos, do qual, as suas acções, os seus próprios actos, determinaram o tal Homem histórico.


(Um tema: "SIMPLE THOUGHTS" -

- Versão de: Kenny Barron & amp & Minu Cinelu)


Bom-fim-semana!


Pain-Killer

Wednesday, November 25, 2009


A MINHA LUZ NATURAL



" A Luz que emana da tua beleza natural, faz-me viver, minha doce Dani...

Hoje posso dizer: - ESTOU FELIZ!
Feliz por te encontrar, feliz por te amar, feliz por ter tudo aquilo que sempre desejei - ESTAR EM TI.

Vem... vem cá, peixinho... dá-me tua barbatana e nada comigo por esse Oceano fora, que tanto tem para nos oferecer... "

Hoje estou feliz. E sei porquê.

Amo.te, DaniShe!


Um album para She: " NIRVANA" -

- Herbie Mann & Bill Evans ( lembras-te, peixinho?... )


Boa semana!


Miguelteusempre

Sunday, November 08, 2009


HUMANA NATUREZA



Neste instante, existe em mim uma sensação lenta, arrastada, ou a ideia de que a Natureza criou o Homem não só para se transformar, como para se poder ver a si própria. A par disto, os homens lamentam-se, gesticulando à sorte como bandeiras agitadas ao vento sem a mínima intenção.

" Agradou-me...

Mas, estás certo disso? "


- Meu caro:

A Natureza, desde o princípio,

Do suposto princípio

E em dada altura, naquilo que era,

Mais ia sendo humana
Para a verdade do Homem...


















A partir de então,
A matéria humanamente,
Presume-se que terá visto
Pela primeira vez

Através dos canais do espírito,

E para fora dele.














" Para fora dele? "

- Não faças caso!...

" Fora dela...
Dela própria?! "














- Em seu prolongamento natural!...
Constatando:
Da mesma forma que o Homem,

A matéria não se vê a si mesma
Mas nela mesma.


















" Sem lado de fora? "


- Sem lado de dentro,
Como quem pensa deduzindo

Não poder sair de si.

E nisso, como já disse:

Está o Homem!...














" O Homem...

Será que ele existirá sempre? "

- Como poderei saber?...














Apenas sei,

Que se um dia a humanidade
Desaparecer da face da Terra,

O Homem morrerá na História.

(Um tema: " BLACK NARCISSUS " -

- Versão de: Flora Purim)


Boa semana!


Pain-Killer

Thursday, October 22, 2009


A ETERNIDADE CÁ DENTRO







A existência normal do Homem atravessa períodos correspondentes a determinadas idades compreendidas como fases da razão. Essas e outras, corresponder-se-ão entre si. E ao longo desta espécie de história com diferentes episódios e épocas, haverá um momento em que uma simples hora terá o mesmo valor de um século ou mais. Cada pessoa, não só representa a Humanidade pelo seu querer, pela sua necessidade e angústia e tudo o resto na fase de ascensão: ela representa ainda, em sua época, o próprio Homem. Isto é, para cá do mais, uma forma inequívoca de eternidade dentro de si.

- Como é espantoso
Sentir a eternidade cá dentro,

E simultaneamente

Saber que não sou eterno!...
 

















"Como explicas isso?"

- É um pouco

Como um lugar de passa
gem...


















" Nisto
que me contas,
Algo se
define...
Sei agora, com mais convicção:
Há razões,

Advertindo constantemente

O meu passado...
Ultrapassando como uma vertigem

Todo o meu procedimento. "

 














Enquanto isso, a mosca, indiferente ao entusiasmo do poeta, passeou vagamente debaixo do silêncio.


(Um álbum: «La Scala» - Keith Jarrett
)

Bom-fim-semana!


Pain-Killer

Saturday, September 26, 2009


UM PORMENOR DE AUSÊNCIA
AMPLIADA INDEFINIDAMENTE



Às vezes considero ser necessário fugir à rotina, a todo o determinismo absurdo e cansativo. Para isso, sirvo-me da mente, que em geral tem o poder de me levar a espaços impenetráveis, intraduzíveis. Mas hoje, senti que podia ir mais longe, mais para dentro, mais longe de mim. Pois só assim, poderia encontrar naquilo, aquilo... aquilo que pudesse corresponder ao a-dimensional.

- Que mais poderá haver
Para não haver futuro?...

" Isso preocupa-te?!
Lá estás tu!... "


- O mal é estar...

Pensar é terrível!...


" Para onde estás a olhar? "















- Para cá!...

E se a outra coisa voltasse

Como daquela vez?...

" Qual coisa? "

- Um dia acontecera,
Como um tumor
Gerado cá dentro...















Era simples
,
À primeira vista parecia benigno.
E porque era sombrio?...

" O que aconteceu? "

- Um dia rebentou!..















Era o que era,

Para dar origem à reflexão.
E a partir daí, nascer a morte...
E como não podia deixar de ser,
Germinaram as palavras.


" Ainda bem... "

- Mesmo assim,

Jamais as pedras

Alguma vez falariam por nós...














E por mais que quísessemos,
A verdade não desabrochava,
A não ser que a inventássemos.

" Mas qual verdade?
A que te referes?... "


- À única!...
Ao porquê do Universo.















" Dizes tu, que o Homem

Inventou essa verdade? "

- Essa verdade,

Essa resposta contínua...
E o mais ridículo,

É que ele tenta aperfeiçoa-la!...

" O fundamental,
É como tu dizes:
Saber o que se passa!... "


- Melhor dirias:

Saber o que não se passa!














Será que não vês!?...

A verdade é infinita,
Por isso não pode existir para nós.


" Então, como é? "


- Inventamos apenas conveniências...

Prescindimos unicamente

Da nossa realidade sempre esperada.


" De que falas? "

- Estou, como se vê,

A falar de esperança...














" Não é bom ter esperança? "


- É um mau sintoma!

" Significa que a coisa não vai bem? "


- É promessa contínua!
E quer queiras ou não:

Por ela, estaremos

Cada vez mais próximos

Daquilo que jamais existirá.


















" Então,
O que é que não se passa? "


- O Impossível!...

O que não se passa,
Não tem motivo

Para se contrair até ao Infinito:

Ficará intacto de inexistência,
Onde essa verdade inventada

Estará

Cada vez mais sujeita a mutações.















" Então, sempre é verdade

Que não há verdade? "


- É essa a verdade:
Um pormenor de ausência ampliada

Indefinidamente.
Nada mais, meu caro...


A isto, o poeta nada responde... pode ser que mais tarde venha a compreender.


Bom-fim-semana!


( Um tema: " AVENUE STARS " -

- Charlie Haden )


Pain-Killer

Monday, September 07, 2009


EXPOSIÇÃO COLECTIVA - VERMELHO


« O TANGO »


Miguel Baganha, acrílico s/ tela | 2009
81x64 cm- série: Fragmentos do Visível II
MEMÓRIA BREVE
DE UM TANGO PERDIDO


A esquina, o canto, o ângulo recto de um chão enviesado, o vermelho e o negro, como em Stendhal, pena de ferro fino crispada sobre o papel poroso, todo o ruído num só fio rasurado mas inteiro - e a dança procurada dos dedos invisíveis, apenas o aparo em jeito de lança antiga, preto, branco e vermelho, memória breve de um tango perdido, aqui encoberto pelos fragmentos minimalistas das suas cores emblemáticas, românticas, a prumo ou na horizontal, a escrita cursiva, itálica, bordando alguns limites escuros, lisos ou texturados, e ainda os panos dos teatrinhos de zarzuela, flamengo em Granada, as praças de Buenos Aires, desertas sob a bota militar, gente perdida e assassinada, corpos cinzentos atirados para as valas comuns que só há pouco as mães dilaceradas descobriram, impossibilitadas de encontrar nas fardas e nos ossos, o rosto forte dos seus filhos. Praças amplas como as de Chirico, atravessadas de sombras negras, oblíquas, ameaça visual que uma menina, inocente, não conhece, fazendo rolar o arco sob os contrastes da luz branca, solar, e a sombra côncava debaixo das arcadas, como acontece na Lua que já sabemos como é, nem plácida nem escura: os poetas cantavam-na, em tabernas e espaços nocturnos, ouvindo os sapatos das mulheres, vendo as suas blusas vermelhas, os seus folhos negros, uma coxa avançando, branca, e logo se escondendo, enquanto as botas dos homens, pretas e luzidias, traçavam o espaço e assentavam no chão, num rodopio do sonho ou do desejo, e em tudo isso, afinal, uma geometria secreta como a que se expõe e se oculta nestes planos negros, nestas faixas vermelhas, no brilho branco das camisas, equilíbrio trenário que submeteu o nosso olhar à vertigem das curvas, à doce violência de um enlace pela dinâmica, corpos em contra-luz, negro partilhado com o vermelho, branco com o apagamento do gesto petrificado. Também nestas telas o mundo se petrifica, as medianas e as diagonais sugerem a ordem pelo absoluto, são igualmente absurdas na inutilidade do seu espectáculo mínimo, só elas fingindo uma rasura textural em certas arestas, o espaço do silêncio entretanto, a completa imobilidade, o completo esquecimento das grandes bandeiras totalitárias.

Se
Chirico ressuscitasse e viesse visitar estes espaços, na dureza do quase nada, haveria de desenhar uma menina que ele criou e ali costuma passar o aro de metal, barulhando devagar no empedrado de outrora.

Rocha de Sousa
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EXPOSIÇÃO TEMÁTICA DE PINTURA,
DESENHO, GRÁFICA ORIGINAL E OBJECTOS















Clicar em cima da imagem para uma melhor visualização


INAUGURAÇÃO: DIA 17 DE SETEMBRO ÀS 19:30
NA GALERIA PROVA DE ARTISTA

Artistas participantes:

Pilar Garcia
Abril, Miguel Baganha
, Joaquín Capa, Ming Yi Chou, José Manuel Círia, Manuela Cristóvão, Francisco Ferreras, Teresa Herrador, Saskia Moro, Lucy Pereira, Mário Rita, Daniela Rocha, Maria Luisa Sanz

TERÁ LUGAR UM ESPECTÁCULO DE TANGO ÀS 20:30h
DOS PRINCÍPIOS DO SÉCULO XX AOS ANOS 30:


Milonga
– “Negra Maria” por Manuel Meanos e Lucio Demare

(Intérprete: Mercedes Simone)

Tango – “Felícia” por Carlos Pacheco e Enrique Saborido

(Intérprete: Trio Gonzalito)

Milonga – “El Porteñito” por Manuel Meanos e Angel Villoldo

(Intérprete: Carlos Garcia))

Canyengue – “Zorro Gris” por R. Tuegols e F. Garcia Jiménez

Tango Canção – “El dia que me quieras” por Enrique Ugarte

(Intérprete ao vivo: Vera Neves

DOS ANOS 40 ATÉ AOS NOSSOS DIAS:

Valsa Criolla – “La Tapera” por Edgardo Donato

Tango – “Millongueando en el 40” por Aníbal Troilo

Tango Canção – “Balada para un loco” por Astor Piazzolla

(Intérprete ao vivo: Vera Neves)

Tango – “Orgullo Criollo” por Astor Piazzolla

Direccção e Coreografia: Miriam Nieli

Intérprete Vocal: Vera Neves

Dançarinos: Adriana Fernandes, Carlos Silva; Dalila Romão, Hugo Messias; Maria Elisabete Rosa, Vítor Conde; Maria Manuela Azevedo, Francisco Lebre; Noémia Liebaut, António Santos; Tatiana Ecetova, João Sabino.


PROVA DE ARTISTA
Rua Tomás Ribeiro, 115 - Loja 1
1050 - 228 Lisboa
Telef.: 21 319 95 51
Móvel: 91 788 59 91
e-mail: provartista@gmail.com
Segunda a Sexta: 10:30 - 20:00
Sábado:15:00 - 20:00

Monday, August 17, 2009


AO FIM DA TARDE

E ATRAVESSANDO O JARDIM










As pess
oas obedecem direitinhas por linhas tortas. Era mais fácil seguirem em linha recta mas elas sabem que para isso, teriam de pisar a relva e os canteiros do jardim.














- É inútil pensar como um poeta!...


" Desprezas-me? "













- Não é isso!...

Só pretendo dizer

Que os movimentos humanos

Estão carregados de hesitações...
Que a verdade que o Homem descobre

Em sua identidade,

Não passará dum pressentimento.
E que cada palavra
Metida na cabeça,

É perfeitamente inconcreta
No seu real,
Como verdade não consumada.














A leitura

Não é feita convenientemente.

" Na tua opinião,
Qual é a leitura adequada?... "

- A única possível:


















Sem desvios.


( Um tema: " BUT NOT FOR ME
-
- Versão de: Kenny Burrell )


Boa semana!

Pain-Killer